não me diga o que fazer, eu sei errar sozinha

/ segunda-feira, novembro 05, 2018 /
Tô aqui pensando, o que lá trás - quase há dois anos - me fez pensar no título desta publicação. Seria sobre julgar os outros? Sobre me autoafirmar? Sobre o quê? E forçando a memória, me vi numa fase completamente distante do que imaginava pro auge dos meus 24 anos: sem um emprego formal, fazendo freela num lugar consideravelmente bacana, apertada de grana, perdida como quase sempre e com muitos, muitos conceitos se desmantelando bem na minha frente.

Sabe, 2016 foi um ano intenso. Acredito que tenha sido um dos anos mais caramba-o-que-tá-acontecendo-com-a-minha-vida que eu pude viver até o momento. Aprendi coisa pra caramba e, de todas, aprender como errar foi a maior delas.

Caramba, como eu errei! Errei de todas as maneiras que alguém poderia errar. Foram muitas cabeçadas, mas todas pro bem - eu diria. Foi um ano em que eu mais perdi o controle das situações, um ano em que me vi fazendo muitas coisas que antes jugara, um ano em que descobri da maneira mais pulsante possível que ninguém pode me ensinar como errar. É preciso errar sozinho, cada um da sua maneira. E puta que pariu, como (hoje, claro) eu me orgulho desses erros.

Doido isso, né? Mas errar sozinha é madurecer. E como 2016 me fez adulta.

para todos os desconhecidos que já me amaram

/ quinta-feira, setembro 27, 2018 /
A internet é mesmo uma farsa, não é? A internet e essa farsa que é tornar acessível o amor e a atenção das pessoas.


Quem são essas pessoas? Por onde andam e como vivem? E por que um dia me amaram?

25

/ sexta-feira, janeiro 26, 2018 /
Que data mais dedo no bolo. Puta que pariu!

há quantas histórias de/sobre mulheres?

/ quarta-feira, janeiro 03, 2018 /
Esses dias, conversando com uma amiga, lembrei de uma matéria do El País (essa aqui) sobre uma menina contando quando decidiu passar um ano apenas lendo livros escritos por mulheres. Eu, que ironicamente antes da faculdade costumava ler um livro atrás do outro, fiquei me perguntando quantos livros escritos por mulheres eu lia por ano e decidi fazer o mesmo que a moça em questão.

É o que também quero fazer com filmes (não necessariamente dirigidos por mulheres, mas que tivessem histórias sobre alguma mulher ou sobre a condição feminina de determinados pontos de vista). Para este ano, pretendo contabilizar [no final do ano] os livros e filmes que decidi ler ou assistir.

E já tenho dois livros na lista.



Uma amiga acabou de ler As Boas Mulheres da China, da Xinran é diz ser realmente maravilhoso. Xinran é uma jornalista chinesa que colheu depoimentos de mulheres diversas pela China durante quase 10 anos. E, apesar de ser sobre mulheres chinesas submetidas a um governo autoritário, ditador e violento, algumas histórias casariam muito bem com as condições de mulheres em vários outros lugares do mundo e aqui no Brasil. É pra refletir mesmo sobre tudo o que acontece ao nosso redor, como nos colocamos como mulher perante a sociedade, como vemos e tratamos outras mulheres. E também em como caminhamos devagar nesse assunto, em como mudamos tão pouco desde que o livro foi escrito.


Entrei despretensiosamente na livraria (nunca, né?) e achei Mulheres Que Correm Com os Lobos na estante. Ele sempre tá em falta, então foi um super achado. Esse livro é um clássico, já vi muita gente lendo e indicando. Inclusive, dei de presente pra minha sogra, mas já pensando em pedir emprestado. O livro de 500 páginas foi escrito pela psicanalista estadunidense Clarissa Pinkola Estés e interpreta contos e lendas sob um perspectiva junguiana, chegando a definições do instinto mais natural da Mulher Selvagem. A autora gosta de comparar as mulheres às lobas e a partir dessa ótica vai abordando e afirmando em cada capítulo, após apresentar um conto, os pontos mais intrigantes e às vezes confusos da psique feminina. Interessante, não?

É preciso refletir muito sobre, pensar e sentir. E esses dois livros são belas dicas de como começar. Indico demais.
*

o que me tornei

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Eu sou quem quer que você pense que eu sou, porque isso depende de você. Se você olhar para mim num vazio total, eu serei de uma maneira. Se olhar para mim com ideias na mente, essas ideias vão me colorir. Se se aproximar de mim com preconceito, então serei de outra maneira.

Eu sou apenas um espelho.
A sua face será refletida nele.
Assim, depende da maneira como me olha.

Eu desapareci completamente; portanto, não posso impor a você quem sou. Nada tenho para impor. Existe apenas um vácuo, um espelho. Agora você tem completa liberdade. Se quiser realmente saber quem sou, você precisa estar tão absolutamente vazio quanto eu. Desse modo, dois espelhos estarão um diante do outro, e só o vazio será refletido. Um vazio infinito será refletido: dois espelhos se olhando.

Mas se existir em você alguma ideia, então você verá sua própria ideia em mim.


OSHO